O Ministério Público Estadual e o Federal de Pernambuco instauraram procedimento investigativo preliminar junto ao Poder Executivo Federal e Estadual. O objetivo é apurar se há omissão na segurança pública no sertão de Pernambuco.
De acordo com o ofício, enviado a vários órgãos federais, como Ministério da Justiça, estaduais, como Secretaria de Defesa Social de Pernambuco, e também à Conamp, “o silêncio se tornou a religião dos sertanejos, pois ninguém se atreve a dizer o nome do assassino do parente, nem mesmo o do violentador da filha menor”.
A iniciativa dos membros do Ministério Público de Pernambuco demonstra que a carência de recursos materiais e humanos das Polícias Militar e Civil impede a realização de policiamento ostensivo, preventivo e repressivo, proporcionando que vários criminosos se refugiem na região do sertão do São Francisco, articulando seus crimes para todo o estado, e até para outros.
“Se faz necessária na região do sertão medidas preventivas e repressivas para combater a criminalidade”, consta no ofício.
A Secretaria de Defesa Social de Pernambuco tem um prazo de trinta dias para apresentar propostas de medidas visando ao melhor aparelhamento das polícias Militar e Civil na região.
Para o presidente da Conamp, José Carlos Cosenzo, "a união dos esforços entre o MPE e o MPF é o início do caminho a ser trilhado na busca de um caráter nacional do Ministério Público".