O Promotor de Justiça Fabrício Ramos Couto foi assassinado com um tiro na cabeça, nesta manhã, pelo advogado João Bosco Guimarães. O crime ocorreu dentro do gabinete do Promotor, no município paraense de Marapanim.
Em nota oficial, a CONAMP – Associação Nacional dos Membros do Ministério Público,a AMPEP – Associação do Ministério Público do Pará e a AMPAP - Associação do Ministério Público do Estado do Amapá, repudiam o assassinato, considerado covarde e brutal pelas duas entidades. Abaixo, a íntegra das notas.
NOTA DE PESAR E REPÚDIO
A Associação Nacional dos Membros do Ministério Público – CONAMP, entidade de classe que congrega todos os integrantes da carreira no Brasil, vem a público manifestar seu profundo pesar e veemente repúdio ao brutal e covarde assassinato do Promotor de Justiça FABRÍCIO RAMOS COUTO.
A CONAMP vem sob o manto da consternação e irresignação exigir das autoridades competentes a rigorosa apuração das circunstâncias do crime para devida punição dos culpados, a fim de que seja feita justiça, combatendo-se a um só tempo, a mancha que a impunidade impõe às instituições quando não combatida a barbárie, reafirmando o compromisso do apoio e do irrestrito acompanhamento das investigações e final condenação.
Aos integrantes do Ministério Público do Pará, a Diretoria da Associação do Ministério Público do Pará - AMPEP e aos familiares, os mais sinceros pêsames pela perda de um companheiro exemplar.
Brasília, 24 de novembro de 2006.
DIRETORIA
NOTA DE REPÚDIO
A Associação do Ministério Público do Estado do Pará (AMPEP) vem de público manifestar seu mais veemente repúdio e indignação contra o ato covarde, abjeto e ignóbil perpetrado pelo elemento João Bosco Guimarães, que ceifou a vida do estudioso e diligente Promotor de Justiça, Dr. Fabrício Ramos Couto, fato esse praticado quando o mesmo se encontrava em seu gabinete de trabalho, na comarca de Marapanim-PA, onde há 10 anos exercia as suas funções.
Como defensores da ordem jurídica e do regime democrático, princípios que sempre nortearam a atuação dos membros do Ministério Público, jamais poderíamos nos quedar inertes, diante de um ato tão aviltante, quando o maior bem protegido pelo Direito, que é a vida, foi concretamente lesado.
A Diretoria.
A Associação do Ministério Público do Estado do Amapá-AMPAP, formada pelos Membros do Ministério Público Estadual, manifesta publicamente repúdio e pesar pelo trágico falecimento do Promotor de Justiça FABRÍCIO RAMOS COUTO, do Ministério Público do Pará, especialmente pela forma covarde como o colega foi agredido, no exercício pleno e legítimo das suas funções constitucionais.
O Doutor FABRÍCIO RAMOS COUTO era um colega muito querido por nós integrantes do Ministério Público Amapaense, que com ele firmamos laços de amizade quando aqui ainda exercia a função de Delegado de Polícia, muito antes de integrar nossa Instituição.
É ainda mais triste e chocante constatar que o assassinato deste membro do Ministério, que segundo as declarações do próprio assassino, teria sido praticado por vingança, o foi por um advogado, integrante da OAB, sendo esta uma Instituição cuja tradição é a luta e o zelo pela democracia no País. Só a loucura dos homens pode explicar um ato como este.
Com a esperança de que fatos como este nunca voltem a ocorrer, e que a justiça prevaleça, manifestamos aos colegas do Pará, nossas mais sinceras condolências pela perda do colega FABRÍCIO.
A Diretoria.