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09/02/2007
1ª mulher a ocupar vice-presidência da CONAMP será homenageada pelo Congresso por atuar na defesa dos Direitos Humanos.
CIDADÃ BERTHA-LUZ.
O Conselho do Diploma Mulher-Cidadã Bertha Lutz escolheu hoje as cinco mulheres que serão homenageadas na sexta edição do prêmio. Elas receberão a homenagem no dia 8 de março, em sessão solene do Congresso Nacional. A primeira escolhida é uma promotora e já foi vice-presidente da CONAMP: Ivana Farina Navarrete Pena, que ocupou o cargo na Associação entre 1998 e 2000.

RECONHECIMENTO

Em sua atividade profissional, Ivana Farina – que também participa do Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana - confronta-se diariamente com situações de flagrante desrespeito aos direitos humanos, geralmente em ações de abuso de poder. Ivana foi indicada pela senadora Lúcia Vânia (PSDB-GO) e por Pedro Sérgio Steil, presidente do Conselho Nacional dos Procuradores-Gerais do Ministério Público.

A promotora sentiu-se extremamente honrada com a indicação ao Prêmio, o que segundo ela também se deve ao próprio Ministério Público: “sou uma mulher grata à nossa instituição, porque nela posso desempenhar a defesa dos Direitos humanos. Também agradeço ao CNPG e aos senadores Lúcia Vânia e Marconi Perilo, por terem indicado meu nome”, ressalta Ivana. Para a promotora o prêmio também representa uma injeção de ânimo na luta diária para promoção da justiça social e dos Direitos Humanos. “Além disso é uma honra está ao lado de personalidades femininas que em diferentes setores, destacam-se na luta pela afirmação de direitos”, comemora a promotora.

Na avaliação do presidente da CONAMP, José Carlos Cosenzo, "o prêmio significa o reconhecimento do Congresso Nacional à promotora pelos relevantes serviços prestados na construção de nossa valorosa instituição e na consolidação do Estado Democrático de Direito, cuja luta é reconhecida por toda nossa classe".

O PRÊMIO

Criado em 2001, o prêmio é um reconhecimento dos senadores às brasileiras que lutam por justiça social e pela defesa dos direitos humanos. É uma forma de homenagear anualmente mulheres de todo o país que tenham prestado relevantes serviços na defesa dos direitos femininos e em questões de gênero. Como fez a própria paulista que deu nome ao prêmio, Bertha Maria Júlia Lutz. Ela é conhecida como a maior líder na luta pelos direitos políticos das mulheres brasileiras por ter sido responsável pela aprovação da lei que concedeu às mulheres o direito de votar e de concorrerem a cargos políticos. Bertha nasceu no dia 2 de agosto de 1894 e era filha da enfermeira inglesa Amy Fowler e do cientista e pioneiro da medicina tropical, Adolfo Lutz.

OUTRAS INDICAÇÕES

Saiba quem são as mulheres que serão homenageadas como Ivana Farina:

Maria Yvone Loureiro Ribeiro: Servidora da Secretaria de Planejamento e Orçamento de Alagoas. Foi perseguida pela ditadura militar e perdeu seu marido, seqüestrado, torturado e assassinado nos porões do Departamento de Ordem Política e Social (DOPS). Empenhou-se no abrigo de foragidos e ativistas políticos e, depois que cumpriu sua pena de 10 anos de prisão, ajudou a fundar a Sociedade Alagoana de Defesa dos Direitos Humanos. Ela foi indicada pela ex-senadora Heloísa Helena (PSOL-AL).

Moema Libera Viezzer: Natural do Paraná, ela é considerada uma das figuras mais importantes do país na área de educação para novas relações de gênero e proteção ao meio ambiente. Atua, há mais de três décadas, em grupos de base da periferia das cidades e da comunidade rural até empresas que desenvolvem programas de responsabilidade sócio-ambiental, além de órgãos governamentais que promovem políticas públicas de meio ambiente e para mulheres. Moema foi indicada por diferentes instituições.

Sueli Batista dos Santos: A jornalista cuiabana fundou o primeiro jornal feminino do estado, o Rosa Choque e a Associação de Mulheres de Negócio e Profissionais de Cuiabá (BPW Brasil). Tem realizado trabalhos com foco em responsabilidade social, que contempla as áreas artísticas e cultural, para meninos e meninas, e incentivo à carreira de mulheres de baixa renda. Sueli foi indicada pela BPW Brasil.

Beatriz Moreira Costa: moradora do Rio de Janeiro (RJ), é conhecida como Mãe Beata de Iemanjá. É sacerdotisa suprema dos candomblés de origem Ketu-iorubá, escritora, atriz, artesã e desenvolve trabalhos relacionados à educação, saúde, ao combate ao sexismo e ao racismo e luta pela preservação do meio ambiente. Ela foi indicada pela Organização de Mulheres Negras (Criola) e por Nicéia Freira, ministra da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres.

Fonte: Agência Senado

Gilberto Mauro
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