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26/10/2007
PROMOTORA INDICADA PELA CONAMP PARTICIPA DA CPI DO SISTEMA CARCERÁRIO.
Promotora de Justiça de Execuções Penais do MPDFT, Cleonice Maria Varalda, faz uma série de críticas ao sistema carcerário no DF.
Indicada pela CONAMP, a promotora de Justiça de Execuções Penais do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), Cleonice Maria Resende Varalda, participou de audiência pública, no dia 23 de outubro, na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Sistema Carcerário da Câmara dos Deputados, e fez várias críticas ao sistema carcerário no DF.

Em visita a Papuda, no último dia 9, integrantes da CPI concluíram que a penitenciária é modelo para o País, principalmente no que se refere à organização, à estrutura e à alimentação dos detentos. A promotora discordou da Comissão e disse que o complexo penitenciário da Papuda apresenta superlotação de celas e alimentação inadequada para os detentos. Segundo Cleonice, a Comissão não constatou estes problemas porque não visitou toda a área do presídio.

A promotora reclamou também da assessoria jurídica insuficiente aos presos - são seis defensores públicos para 7.600 detentos - e do pouco acompanhamento que os condenados recebem.

A Lei de Execuções Penais (7.210/84) prevê um acompanhamento individualizado ao detento, o que, segundo ela, dificilmente é feito no Distrito Federal. No entanto, Cleonice disse serem raros os casos de presos "esquecidos pelo sistema", que, devido à falta de assistência judiciária, permanecem no estabelecimento penal além do tempo de condenação. Já a CPI havia concluído que muitos presos poderiam estar soltos e terem conseguido a progressão e que não conseguiram por falta de assistência jurídica. Novamente a promotora discordou e lembrou que o Ministério Público acompanha os casos de progressão penal e que, por isso, as reclamações de presos sobre progressão de pena podem não ser verdadeiras.

Além da falta de defensores públicos, a promotora também informou que o presídio da Papuda tem carência de agentes penitenciários e como conseqüência, segundo ela, dois pavilhões estão desativados.

Cleonice fez ainda outras críticas. Reclamou que o DF não dispõe de profissionais necessários ao acompanhamento psicológico dos presos, o que pode resultar em concessão da progressão de pena por bom comportamento para um preso que não estaria apto a receber o benefício. Ela lembrou que a Lei de Execução Penal exige que o detento, ao entrar no sistema penitenciário, seja submetido a exame psicológico de uma comissão técnica e que este exame não ocorre também por falta de equipe.

Gilberto Mauro
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