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26/02/2008
Diretores da Associação do Ministério de Alagoas garantem apoio ao Procurador-Geral de Justiça do estado, que vem sofrendo ataques de parlamentares indiciados na Operação Taturana.
AMPAL APÓIA LUTA DO MP DE ALAGOAS.
Os diretores da Associação do Ministério Público de Alagoas - AMPAL se reuniram, na tarde desta segunda-feira (25), com o procurador-geral de Justiça do estado, Coaracy Fonseca, para prestar solidariedade aos atos do Ministério Público Estadual na investigação dos deputados estaduais, indiciados na Operação Taturana da Polícia Federal. O pedido de afastamento dos deputados pelo MP incomodou os parlamentares, que passaram a atacar o Chefe do Ministério Público na semana passada.

Durante a reunião, que contou com a participação de mais de trinta promotores de Justiça, do delegado da Polícia Federal José Pinto de Luna, do procurador da República Rodrigo Tenório e também de representantes da Associação dos Defensores Públicos de Alagoas, o presidente da AMPAL, Eduardo Tavares, anunciou que a entidade vai entrar com uma representação no Conselho de Ética da Assembléia Legislativa contra os deputados indiciados, por quebra de decoro parlamentar. A iniciativa foi aprovada em assembléia da categoria.

Tavares elogiou o trabalho do Chefe do Ministério Público que tem demonstrado coragem cívica e histórica acima de tudo. “Não aceitaremos intimidações de quem quer que seja. Estamos no século da transparência, da verdade e independência. Defendemos um Ministério Público livre e atuante”, disse Eduardo Tavares acrescentando que o momento é de união. Nesta semana ainda, a Ampal divulgará uma nota oficial de apoio ao procurador-geral de Justiça para que a sociedade tome conhecimento da adesão da categoria.

A presidente da Associação dos Defensores Públicos de Alagoas, Norma Negrão, também presente na reunião, afirmou que uma nova página está sendo escrita em Alagoas com as ações do Ministério Público e da Polícia Federal. O superintendente da Polícia Federal, José Pinto de Luna, disse que o momento agora é de demonstrar força e de mostrar que as instituições estão unidas.

O diretor da AMPAL, Carlos Alves de Melo, disse a todos os presentes que a arma usada pelo Ministério Público para combater a criminalidade é a arma da civilidade, é cívica, é o preparo intelectual, é o compromisso social. “Os desvios ofendem não o Ministério Público ou a sociedade, mas a pátria”, ressaltou o diretor.

O procurador-geral de Justiça agradeceu o apoio da AMPAL e de todos os promotores presentes e lembrou que o Ministério Público Estadual tem avançado muito enquanto estrutura e enquanto instituição. Coaracy anunciou que vai pedir à Polícia Federal a suspensão do porte de arma aos deputados estaduais indiciados e que vai até o Conselho Estadual de Segurança pedir a suspensão da proteção policial dos deputados.

Fonte: Assessoria de Comunicação AMPAL

Gilberto Mauro
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