Os diretores da Associação do Ministério Público de Alagoas - AMPAL se reuniram, na tarde desta segunda-feira (25), com o procurador-geral de Justiça do estado, Coaracy Fonseca, para prestar solidariedade aos atos do Ministério Público Estadual na investigação dos deputados estaduais, indiciados na Operação Taturana da Polícia Federal. O pedido de afastamento dos deputados pelo MP incomodou os parlamentares, que passaram a atacar o Chefe do Ministério Público na semana passada.
Durante a reunião, que contou com a participação de mais de trinta promotores de Justiça, do delegado da Polícia Federal José Pinto de Luna, do procurador da República Rodrigo Tenório e também de representantes da Associação dos Defensores Públicos de Alagoas, o presidente da AMPAL, Eduardo Tavares, anunciou que a entidade vai entrar com uma representação no Conselho de Ética da Assembléia Legislativa contra os deputados indiciados, por quebra de decoro parlamentar. A iniciativa foi aprovada em assembléia da categoria.
Tavares elogiou o trabalho do Chefe do Ministério Público que tem demonstrado coragem cívica e histórica acima de tudo. “Não aceitaremos intimidações de quem quer que seja. Estamos no século da transparência, da verdade e independência. Defendemos um Ministério Público livre e atuante”, disse Eduardo Tavares acrescentando que o momento é de união. Nesta semana ainda, a Ampal divulgará uma nota oficial de apoio ao procurador-geral de Justiça para que a sociedade tome conhecimento da adesão da categoria.
A presidente da Associação dos Defensores Públicos de Alagoas, Norma Negrão, também presente na reunião, afirmou que uma nova página está sendo escrita em Alagoas com as ações do Ministério Público e da Polícia Federal. O superintendente da Polícia Federal, José Pinto de Luna, disse que o momento agora é de demonstrar força e de mostrar que as instituições estão unidas.
O diretor da AMPAL, Carlos Alves de Melo, disse a todos os presentes que a arma usada pelo Ministério Público para combater a criminalidade é a arma da civilidade, é cívica, é o preparo intelectual, é o compromisso social. “Os desvios ofendem não o Ministério Público ou a sociedade, mas a pátria”, ressaltou o diretor.
O procurador-geral de Justiça agradeceu o apoio da AMPAL e de todos os promotores presentes e lembrou que o Ministério Público Estadual tem avançado muito enquanto estrutura e enquanto instituição. Coaracy anunciou que vai pedir à Polícia Federal a suspensão do porte de arma aos deputados estaduais indiciados e que vai até o Conselho Estadual de Segurança pedir a suspensão da proteção policial dos deputados.
Fonte: Assessoria de Comunicação AMPAL