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31/03/2008
Em entrevista coletiva, o novo Procurador-Geral de Justiça de São Paulo, Fernando Grella, diz que o MP do estado não vai aceitar ingerência política.
INDEPENDÊNCIA NA NOVA GESTÃO DO MP/SP
"Não aceitaremos ingerência política de forma nenhuma", afirmou o novo procurador-geral de Justiça de São Paulo, Fernando Grella Vieira, em entrevista coletiva nessa quinta-feira (27) na sede do Ministério Público de São Paulo.

Nomeado na terça-feira (25) pelo governador José Serra, Fernando Grella substitui Rodrigo Pinho, depois de participar da lista tríplice com outros dois candidatos - José Oswaldo Molineiro, apoiado por Pinho, e Paulo Afonso Garrido de Paula.

Questionado sobre se a nomeação de um candidato de oposição dificultaria a relação com a atual administração, Grella garantiu: "Não haverá nenhuma dificuldade. Fui taxado de oposição porque não fui o candidato oficial do atual procurador, com quem me relaciono muito bem".

Com relação às críticas de que o MP/SP barraria investigações envolvendo tucanos, o novo procurador-geral considera não haver privilégio. "Não tenho nenhum dado concreto que me faça acreditar que isso possa corresponder à verdade".

Ainda segundo Grella, é "indevida" a afirmação de que ele seria ligado ao grupo do ex-governador Luiz Antônio Fleury Filho (hoje no PTB). "Nunca fui do PMDB e nunca participei do governo dele", afirmou.

"Essa veiculação de vinculação partidária não procede. Eu nunca fui filiado ou tive qualquer tipo de ligação com partido político. Meu compromisso é com o Ministério Público", completou.

O procurador também não descartou que seja discutida a mudança do atual modelo de eleição do comandante do MP-SP, por meio de lista tríplice e palavra final do governador. "Isso é uma vontade da classe, não minha, e é algo para o Congresso Nacional", concluiu.

Perfil

No Ministério Público desde 1984, Grella é secretário da Procuradoria de Justiça Cível, já foi secretário-geral da Confederação Nacional do MP, membro do Conselho Superior da instituição e atuou como promotor de Justiça nas áreas cível e criminal.

Entre suas propostas estão projetos de lei com o intuito de democratizar a vida política do MP-SP, legitimar promotores de Justiça para concorrer aos cargos da administração superior e um projeto de informatização abrangente que dê suporte a todas as atividades administrativas da instituição.

Fonte: Última Instância, matéria escrita por Rosanne D'Agostino

Gilberto Mauro
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