Novo júri confirma condenação de empresário em MG
O empresário Luciano Farah do Nascimento, acusado de ser o mandante da execução do promotor Francisco José Lins do Rêgo Santos, foi condenado a 21 anos e seis meses de prisão no segundo julgamento do caso em Belo Horizonte (MG), de acordo com a Globo News. O crime aconteceu em janeiro de 2002 na zona sul da capital mineira.
Em março de 2004, Luciano Farah recebeu a mesma sentença pelo crime de homicídio qualificado. Os advogados do empresário pediram a realização de um novo júri - recurso previsto em Lei, por ter sido a condenação superior a 20 anos.
Luciano Farah, dono da Rede West de postos de combustível, foi autuado e punido com a interdição de seus postos pelo promotor Lins do Rego em setembro de 2001, fato considerado o motivo do crime pela polícia.
O Ministério Público (MP) acusou Luciano de premeditar a morte do promotor, ordenando que o office-boy Geraldo Roberto Parreiras, 26 anos, registrasse a rotina de trabalho dele. Segundo o apurado, Farah também praticou tiro em companhia do encarregado de segurança da Rede, o ex-soldado Edson Souza Nogueira de Paula, além de pessoalmente seguir a vítima dias antes do crime.
De acordo com a denúncia do MP, em janeiro de 2004 Luciano Farah embarcou Edson na garupa de sua moto, seguiu o promotor e, em um cruzamento da Avenida Prudente de Morais, determinou que o soldado disparasse contra a vítima.
O promotor morreu no local, atingido por 13 tiros de pistola semi-automática calibre 380. O office-boy Geraldo Parreiras foi condenado a 18 anos de prisão, em regime integralmente fechado, em maio de 2003. O ex-soldado Edson de Paula foi condenado a 19 anos de reclusão, a ser cumprida também em regime integralmente fechado, em julho de 2003.