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23/06/2009
INTERVENÇÃO FEDERAL EM PRESÍDIOS GAÚCHOS.
INTERVENÇÃO FEDERAL EM PRESÍDIOS GAÚCHOS.
Procurador Lenio Luiz Streck envia ofício à Procuradoria-Geral da República relatando situação do sistema carcerário do Rio Grande do Sul e cobra pedido de intervenção federal nos presídios do estado.

Inconformado com a situação do sistema carcerário gaúcho, em que muitos presos têm sido liberados por decisão judicial devido à falta de vagas, o procurador de Justiça Lenio Luiz Streck decidiu tomar uma atitude. Em documento encaminhado à Procuradoria-Geral da República, ele pede a intervenção da União nos presídios do estado.

Streck, que atua na 5ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, reuniu reportagens veiculadas em jornais e na TV sobre os efeitos da superlotação. "Temos um déficit de 10 mil vagas. Tem 40 presos em celas para oito detentos. Isso é uma afronta à dignidade desses apenados", observa o procurador.

O dossiê também inclui cópias de pedidos de habeas corpus em que presos pedem a liberdade devido às péssimas condições das prisões. "Virou rotina esses pedidos. É um absurdo soltar um preso porque não tem vaga em presídio, mas o Judiciário está tomando decisões nesse sentido, com o intuito de chamar a atenção da sociedade", acrescenta.

O pedido deverá ser analisado nos próximos dias pelo Procurador-Geral da República, Antonio Fernando de Souza. Caberá a ele a decisão de pedir ou não a intervenção nas casas de detenção do estado ao Supremo Tribunal Federal – STF.

O órgão decidirá sobre o repasse do controle do sistema prisional à União. Caso ocorra a intervenção, será possível, por exemplo, a construção de presídios com recursos federais sem a consulta ao governo do Estado, além do afastamento de gestores do governo gaúcho ligados à área da Segurança Pública.

O procurador gaúcho acredita que seu pedido será acolhido, dada a situação das cadeias. "O crime nas ruas está sendo controlado de dentro das cadeias superlotadas. É preciso retomar o controle das casas prisionais. Precisamos de novos presídios para reduzir o déficit de vagas. O Estado diz que tem recursos, mas nada é feito", completa Streck.

O presidente da Associação do Ministério Público do Rio Grande do Sul – AMP/RS, Marcelo Dornelles, elogiou a atitude do procurador gaúcho e destacou a importância de iniciativas jurídicas inovadoras como essa, na tentativa de auxiliar na resolução dos problemas do sistema prisional.

Gilberto Mauro
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