NOTÍCIAS
09/11/2010
Ministério Público na imprensa Nacional.
Clipping.

1. Correio Braziliense - DF
Três crimes no caminho de Bandarra

Depois de a receber denúncia contra o ex-chefe do MPDF, acusado de ter cometido faltas graves, Conselho Nacional do Ministério Público estuda punição mais severa

Ricardo Taffner

Formação de quadrilha, violação de sigilo profissional e concussão — obtenção de vantagem por parte de funcionário público por meio de influência do cargo. Esses são os crimes que o ex-procurador-geral de Justiça do Distrito Federal Leonardo Bandarra responde no Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região. Se condenado, ele poderá ser banido do serviço público. A denúncia, que foi apresentada na quarta-feira pelo procurador regional da República Ronaldo Albo, acendeu o sinal vermelho no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). Sob o peso de terem mantido o promotor no cargo máximo do MPDFT até o fim do mandato, mesmo sob acusações de corrupção e de vazamento de informações, os conselheiros começam a se movimentar para avaliar mais seriamente a possibilidade de determinar a aposentadoria compulsória do acusado.

Bandarra foi procurado pela reportagem do Correio para comentar as denúncias, mas disse que não poderia se manifestar porque os processos correm em segredo de Justiça. “O que eu falar poderá ser considerado crime”, argumentou. Ontem, ele deu entrada em pedido de licença médica. Ao lado da promotora Deborah Guerner, ele foi apontado pelo ex-secretário de Relações Institucionais do DF Durval Barbosa — principal delator da Operação Caixa de Pandora — como beneficiário do suposto esquema de corrupção. Segundo Durval, os dois receberam R$ 1,6 milhão para repassar informações sigilosas do Ministério Público.

O CNMP decidiu em 7 de junho, por unanimidade, abrir processo administrativo contra Bandarra e Deborah. Segundo os conselheiros, os indícios contra os dois eram muito fortes. Mesmo assim, por sete votos a cinco, o conselho recusou o pedido do corregedor nacional do Ministério Público, Sandro Neis, de afastá-los dos cargos. Agora, cresce um movimento na entidade para a adoção de uma medida mais forte antes que a Justiça se pronuncie. O receio dos membros é de serem taxados de coorporativistas. A próxima sessão plenária ocorrerá no dia 30.

Uma comissão formada pelo promotor Fabrício José da Fonseca, do Ministério Público de Minas Gerais, pela procuradora do Trabalho Ana Cláudia Nascimento Gomes e pelo procurador da República Marcello Paranhos analisa dados levantados pela corregedora-geral do MPDFT, Lenir de Azevedo. Ela apontou em relatório indícios fortes de falta funcional contra os investigados. Em junho, a Polícia Federal e o Ministério Público cumpriram mandato de busca e apreensão na casa de Deborah, no Lago Sul, e recolheram gravações, documentos e dinheiro escondidos no jardim do terreno. Em uma das imagens captadas por câmeras instaladas a mando da própria procuradora, Bandarra chega de moto, só retira o capacete depois de entrar na residência e o recoloca logo após conversar com a colega, pouco antes de sair.

Depoimentos
O ex-procurador-geral é acusado por Durval de ter usado o cargo para favorecer empresas de coleta de lixo durante o governo de José Roberto Arruda (sem-partido). Por sua vez, o ex-governador, em depoimento ao procurador Ronaldo Albo, disse ter sido vítima de extorsão de Deborah Guerner, que havia pedido dinheiro para não divulgar um vídeo em que ele aparece recebendo dinheiro do então secretário. Na quarta-feira, Durval e Arruda passaram por uma acareação no CNMP. O ex-secretário confirmou todas as denúncias feitas contra o ex-chefe.

O jornalista Edson Sombra participou do depoimento e reafirmou ter ouvido do ex-governador que ele pagava mesada de R$ 150 mil a Bandarra em troca de informações sobre as ações dos procuradores, além de ter a missão de interferir nas investigações promovidas pelo MPDFT. O policial Dante Maciel, aliado de Durval, também prestou depoimento à comissão do conselho e disse ter ouvido a mesma informação de Arruda. O Correio tentou falar com o procurador Ronaldo Albo, autor da denúncia no TRF, mas ele não quis se pronunciar.

Recursos ilegais
A Operação Caixa de Pandora foi deflagrada em 27 de novembro do ano passado pela Polícia Federal para investigar a suposta distribuição de recursos ilegais à base aliada do Governo do Distrito Federal. A apuração teve o apoio do ex-secretário de Relações Institucionais do GDF e ex-delegado da Policia Civil Durval Barbosa, que aceitou colaborar em troca de uma punição mais branda em outro caso de corrupção, revelado pela Operação Megabyte, ainda na gestão de Joaquim Roriz.

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 Jornal do Commercio - RJ
Discussão nacional

DA REDAÇÃO A conselheira Sandra Lia Simón, presidente da Comissão de Infância e Juventude do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), afirmou que a comissão do CNMP irá atuar para adotar o depoimento especial de crianças e adolescentes em todo o Brasil.“Discutiremos com os promotores e no âmbito da comissão formas de tornar realidade o depoimento sem dano, seja por meio de recomendação, resolução ou outro instrumento aprovado pelo plenário do CNMP”, disse ela.

Sandra Lia participou do Colóquio Depoimento Especial de Crianças e Adolescentes e o Sistema de Justiça Brasileiro.

Durante o painel Organização judiciária para instrução e julgamento da violência contra crianças e adolescentes, a conselheira do CNMP explicou que, com a criação da Comissão da Infância e Juventude, em agosto deste ano, o conselho sinalizou a importância do tema para o Ministério Público.

Entre os projetos da Comissão estão a capacitação dos membros que atuam na área, a adoção de normas para inspeção em estabelecimentos de internação e o apoio aos membros nas audiências concentradas.

O depoimento especial de crianças e adolescentes será o quarto projeto prioritário da comissão. “O CNMP irá participar de todas as iniciativas na área, inclusive com o acompanhamento de matérias em tramitação no Legislativo”, explicou. Realizado pela ONG Childhood e pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), com o apoio do CNMP, o Colóquio reuniu em Brasília cerca de 150 juízes, promotores, advogados e defensores públicos para três dias de debates. O objetivo foi disseminar marcos jurídicos-legais e socioantropológicos da tomada de depoimento especial de crianças e adolescentes vítimas ou testemunhas de violência sexual. Práticas exemplares e não-revitimizantes, legislação nacional e internacional sobre o assunto, métodos e técnicas da oitiva de crianças, entre outros, foram os temas dos debates

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O Estado de S. Paulo - SP
Para MPF e OAB, erro pode anular exame

Estudantes que se sentirem lesados podem entrar com representação contra a organização do Enem; para especialistas, falha fere credibilidade
07 de novembro de 2010 | 0h 00
Andrea Vialli, Karina Toledo e Simone Iwasso - O Estado de S.Paulo

O problema na impressão do cartão de resposta do Enem pode levar à anulação da prova, de acordo com a procuradora Maria Luíza Grabner, do Ministério Público Federal em São Paulo. Ela recomenda que estudantes que se sentirem prejudicados pelas falhas procurem o órgão para fazerem uma representação.

Os promotores devem avaliar as denúncias, as falhas na impressão e aplicação da pova e, caso seja constatado que houve dano coletivo, eles podem entrar com uma ação civil pública pedindo que o exame seja suspenso.

"O Ministério Público Federal é a instituição que pode tomar uma medida nesse caso. Se for constatado prejuízo aos alunos, pedimos anulação do exame."

De acordo com a Ordem dos Advogados do Brasil, seccional de São Paulo (OAB-SP), o erro de impressão gráfica é motivo suficiente para anulação do exame.

"Qualquer problema que induza o aluno ao erro é motivo para anulação da prova. Isso não pode acontecer, é um absurdo, é estarrecedor", afirma o advogado Edson Bortolai.

Segundo ele, enquanto existir dúvida sobre o fato de os alunos terem sido informados ou não sobre a troca no cartão de resposta, cabe à entidade organizadora do exame provar que foram.

Bortolai afirma ainda que os alunos que tiveram despesas com viagens para a realização do exame podem pedir indenização caso ela de fato seja anulada. "Podem procurar o Procon, o Ministério Público ou entrar com uma ação individual", diz.

Problema técnico. Para Leandro Tessler, coordenador de relações institucionais da Universidade de Campinas (Unicamp) e ex-coordenador do vestibular da instituição, o erro no cartão de resposta é mais um golpe na credibilidade do exame, que já registrou erros de gabarito no passado e chegou a ser cancelado em 2009, após o vazamento da prova. "É inacreditável. É o tipo de problema técnico que não deveria ocorrer, pois passa a ideia de desatenção por parte da organização", diz. Ele acredita, no entanto, que o erro não irá levar à anulação da prova. "Mais grave seria se houvesse alguma questão trocada. Aí seria caso para cancelar o exame", diz.

Maria Theresa Fraga Rocco, diretora da Fuvest, afirma que o erro no cartão de resposta provavelmente ocorreu por falhas técnicas. "Nunca tivemos problema semelhante na Fuvest, mesmo porque o número de provas é bem inferior ao do Enem", diz.

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O Liberal - PA
Relatórios da Cargill desagradam MPE

LICENCIAMENTO - Ministério Público Estadual continua discordando do empreendimento

Se depender do Ministério Público Estadual (MPE) o terminal de grãos da empresa Cargill, instalado em Santarém, não receberá tão cedo o licenciamento ambiental da Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema). Durante a audiência pública realizada ontem, em Belém, o grupo Cargill fez uma nova apresentação do Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e do Relatório de Impacto Ambiental (RIMA) relativos ao porto implantado desde 2003 em Santarém; porém, o MPE continua discordando do empreendimento. Os técnicos do Ministério Público levantaram uma série de questionamentos nos relatórios apresentados pela empresa Consultoria Paulista de Estudos Ambientais (CPEA), contratada pela Cargill para realizar o EIA. Ainda que o MPE tenha feito uma defesa veemente contrária à permanência do terminal de grãos em Santarém, caberá aos técnicos da Sema decidir o futuro da região e os rumos da empresa na cidade. Sem caráter deliberativo, o encontro de ontem serviu apenas para o embasamento técnico dos profissionais da secretaria.

Políticos, empresários, representantes de classes e produtores de grãos - de todo o Pará - fizeram questão de participar da Audiência Pública, para sair em defesa da permanência do terminal de grãos da Cargill em Santarém. Por outro lado, estudantes e a comunidade ambientalista - esperados pelos participantes - não apareceram, cabendo apenas ao MPE travar uma verdadeira batalha contra o empreendimento. O último encontro entre as partes, realizado no dia 14 de julho deste ano, resultou em inquérito policial para apurar possíveis fraudes nos dados constantes do EIA-RIMA. A consultoria CPEA foi acusada pelo MPE de manipular informações relativas a desmatamento - e precisou se justificar na esfera judicial. Na audiência de ontem, a situação foi similar, e novas inconsistências foram detectadas pelos técnicos do Ministério Público. A primeira transgressão apontada foi à própria implantação do terminal, em 2003, sem a realização do EIA - ferindo a legislação constitucional, que obriga a elaboração da referida publicação.

Além disso, a representante do MPE, Miriam Braga, afirmou que as referências dos dados utilizados pela Cargill não são completas. Para ela, a análise foi deficiente, principalmente porque a implantação do terminal da Cargill aconteceu em um local sem indicativo de implantação. "A segunda EIA deveria atender às notificações da Sema, segundo os critérios adotados e apresentados na primeira audiência, porém, não houve nenhuma reconsideração e, ao invés disso, aconteceu um referendo", afirma, explicando que os ajustes solicitados no encontro anterior não foram feitos. Braga explicou ainda que o cultivo de soja derrubou a produção de frutos, como a laranja, e de outros grãos típicos da região, como é o caso do feijão. O engenheiro do MPE Dinaelson Tapajós assegurou que o terminal graneleiro não sustenta a logística de transporte da região - que precisaria de uma mega produção de soja para se manter. Ele também demonstra preocupação com a área praiana - de lazer -, que está sendo reduzida com o aumento da atividade marítima.


Gilberto Mauro
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