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29/06/2012
CONAMP apresenta pedido para ingressar como assistente em mandado de segurança ajuizado pelo Ministério Público do Amapá. Ação suspende CPI instalada pela assembleia legislativa do estado para investigar MP.
CONAMP requer ingresso em ação do MP do Amapá.

A Associação Nacional dos Membros do Ministério Público (CONAMP) solicitou o ingresso como assistente no mandado de segurança impetrado pelo Ministério Público do Amapá pedindo a suspensão da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), instalada pela assembleia legislativa do estado, para investigar supostas irregularidades no MP. A ação está em curso no Tribunal de Justiça do Amapá, que concedeu liminar, no último dia 20, suspendendo a CPI. O mérito ainda será analisado.

 

A comissão foi instalada logo após a deflagração da Operação Eclésia, do Ministério Público e da Polícia Civil, que investiga denúncias de corrupção na assembleia legislativa. O objetivo da CPI, segundo os deputados estaduais, seria apurar e fiscalizar diversos atos de gestão financeira do MP do Amapá, em um período de 8 anos, sem indicar, com precisão, um só fato determinado. Ao conceder a liminar, o TJ/AP concluiu que a comissão não pode ser instalada para atacar questões genéricas e ressaltou que a Constituição Federal exige a determinação de um objeto.

 

No pedido de ingresso como assistente, a CONAMP questiona a simultaneidade da instalação da CPI com a deflagração da Operação Eclésia. "A instauração, pela Assembleia Legislativa do Estado do Amapá, da Comissão Parlamentar de Inquérito - CPI, para fiscalização de contas, contratos e gastos, ou seja, para investigação de objetos genéricos relativos ao Ministério Público amapaense, no mesmo dia da instauração de 8 (oito) Inquéritos Civis Públicos para apuração de irregularidades no Poder Legislativo estadual, por seu nítido caráter de represália, denota a falta de legalidade, moralidade e impessoalidade da aludida CPI atinente à atividade do Ministério Público".

 

Também no entendimento da entidade, ao instaurar a CPI, o poder Legislativo tenta enfraquecer as investigações conduzidas pelo MP sobre as irregularidades na assembleia. "É evidente o desvirtuamento dos objetivos da investigação parlamentar, sendo a denominada 'CPI do Ministério Público' voltada à desarticulação das investigações promovidas pelos membros da instituição impetrante, investigações essas tendentes a apurar desvios de finalidade e de recursos dos cofres do Estado do Amapá por membros do Poder Legislativo. Por isso, a instauração de CPI, com fins meramente políticos, ofende a legalidade, moralidade e impessoalidade da Administração Pública. Ofende a ética administrativa e corrompe o sistema democrático instituído pela Carta da República", diz o pedido.

 

A CONAMP argumenta ainda que o pedido de ingresso como assistente é justificado pela tentativa de violação do exercício pleno das atividades dos membros do Ministério Público do Amapá. "A tentativa de solapar a autonomia institucional do Ministério Público e de frear as investigações por ele levadas a efeito confere legitimidade à CONAMP, para defesa das prerrogativas institucionais e dos meios utilizados pelo Ministério Público para o exercício de suas funções, como o inquérito civil."

 

Fonte: CONAMP

Assessoria de Comunicação.

Gilberto Mauro
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