A "Frente Parlamentar em Defesa do Voto Aberto" se reuniu mais uma vez nesta quarta-feira no Câmara dos Deputados, em Brasília. Além de várias parlamentares, o movimento contou com a participação dos presidentes da CONAMP, José Carlos Cosenzo, e da Associação Nacional dos Magistrados Brasileiros, Rodrigo Collaço. O padre Ernane Pinheiro representou a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).
O grupo foi formado como reação às sucessivas absolvições no plenário de parlamentares acusados de envolvimento no esquema do "mensalão".
A "Frente Parlamentar em Defesa do Voto Aberto" quer a inclusão da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 349/01 na pauta de votações do Plenário. Esta PEC, de autoria do deputado Luiz Antonio Fleury (PTB-SP), acaba com o voto secreto de parlamentares na Câmara e no Senado.
Para o presidente da CONAMP, José Carlos Cosenzo, o fim do voto secreto será importante para acabar com a cultura brasileira de escolher seus representantes e depois perder o interesse em saber como eles votam. "Como fiscal do regime democrático, o Ministério Público não poderia ficar fora de um movimento dessa grandeza".
"Estou aqui prestando minha homenagem aos parlamentares que integram essa Frente, torcendo para que um exemplo cívico dessa natureza possa contagiar todos os demais integrantes do Parlamento brasileiro", disse Cosenzo.
Já o presidente da AMB, Rodrigo Collaço, lembrou que o voto secreto para a escolha de deputados eliminou a pressão sobre a sociedade na escolha de seus representantes. Mas não pode significar "a ausência de prestação de contas dos parlamentares".
O presidente dos trabalhos, deputado Ivan Valente (Psol-SP) afirmou que o objetivo do encontro é "chamar a sociedade civil para fortalecer o movimento pela aprovação da PEC 349/01".
O padre Ernane Pinheiro, representante da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), disse que a CNBB ainda não tomou uma posição sobre o assunto, mas acredita que, na assembléia marcada para a próxima semana, os bispos decidirão pelo apoio ao fim do voto secreto.
Com informações da Agência Câmara